Ciclone e frente fria devem trazer chuva forte para Sul, Sudeste e Centro-Oeste; veja previsão

Tempestades devem atingir várias regiões do país nesta quarta-feira (4), com volumes de chuva que podem chegar a 130 mm em um curto período de tempo.

O tempo deve seguir instável em grande parte do Brasil nos próximos dias, com chuva forte e risco de temporais especialmente no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém avisos de perigo válidos até sexta-feira (5) para essas regiões.

Os avisos indicam possibilidade de acumulados elevados de chuva em um curto intervalo de tempo, além de rajadas de vento, descargas elétricas e transtornos pontuais, como alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

César Soares, meteorologista da Climatempo, explica que a formação de um novo ciclone extratropical é o principal fator para manutenção do tempo instável nessas regiões.

🌀O ciclone extratropical é uma área de baixa pressão organizada em vários níveis da atmosfera, que gera muitas nuvens de chuva e ventos fortes. A intensidade das suas consequências depende da força do sistema e da sua proximidade com o continente.

"Esse ciclone em formação na região costeira do Sudeste vai dar origem a uma frente fria. [...] Ela vai fazer com a presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul fique mais intensada, com mais umidade da Amazônia chegando para essas áreas", detalha o meteorologista.
 

Nesta quarta-feira (4), as pancadas devem ocorrer em diferentes momentos do dia, favorecidas pelo calor e pela elevada umidade na atmosfera.

Nessas regiões, a chuva tende a variar de moderada forte, com episódios mais intensos sobretudo entre a tarde e a noite.

Em áreas mais vulneráveis, os volumes podem chegar a 130 mm, o que pode elevar o risco de enxurradas e deslizamentos.

No Sudeste, a chuva deve atingir áreas extensas de São Paulo (SP), incluindo o interior, a capital e o litoral, além do Triângulo Mineiro, da Zona da Mata e do sul de Minas Gerais (MG), e de partes do Espírito Santo (ES).

Em São Paulo (SP), as pancadas tendem a se distribuir ao longo do dia, com períodos de maior intensidade.

No litoral paulista, o alerta recai sobre os acumulados elevados, que podem elevar o risco de deslizamentos em áreas de encosta.

No Rio de Janeiro (RJ), a chuva deve ocorrer com frequência, intercalada por breves aberturas, mas com tendência de retomada das pancadas, sobretudo no fim do dia.

A Região Serrana permanece entre as áreas mais sensíveis, com expectativa de volumes muito elevados concentrados em curto intervalo de tempo.

"A Região Serrana é uma região, do ponto de vista geológico, que acaba trazendo no seu relevo uma condição favorável à formação de muitas nuvens carregadas pontualmente. E, nesse processo a gente tem previsão para muita chuva", analisa César Soares.

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